Luciana Prado Fotografia

A arte da entrega

Uma das minhas formas preferidas de entrega do trabalho é através de livros e impressões grandes. Estas são, na minha opinião, excelentes opções para eternizar a sessão de fotos.
A fotografia é uma arte, e como tal deve ser exibida. Quando fazemos uma grande impressão, podemos apreciar melhor cada detalhe e o prazer de ver aquela foto especial incorporada ao nosso dia-a-dia, e não guardada num álbum ou gaveta, é indescritível. As fotos emoduradas acompanharão a família por uma vida inteira, mantendo vivas as suas lembranças.
Os livros também têm essa função. E o grande encanto deles é que podem ser levados por aí, uma forma de ter as fotos sempre à mão, prontas para mostrar aos amigos. Gosto de fazer eu mesma a diagramação de cada livro que entrego. É um momento muito gostoso, onde faço a seleção e busco, através de imagens, contar uma história única, por isso cada livro é uma obra exclusiva, feita sob medida para cada cliente que me contrata.

Antes de enviar o material a seguir para os clientes, aproveitei para fazer algumas fotos para mostrar aqui no blog. Além de ter sido uma sessão maravilhosa, as escolhas da família me deram oportunidade de fazer tudo o que mais gosto. Aliás, a maior parte dos clientes me diz que o momento mais difícil é o da escolha das fotos que serão impressas e quais os produtos serão escolhidos. A tendência é sempre querer tudo, claro, mas o importante é ter em mente que quem contrata um fotógrafo profissional está em busca de qualidade e não quantidade. Além disso, muito melhor do que receber um cd com arquivos, é levar para casa o produto final na forma que vc escolher, seja ela qual for, mas sempre com a garantia de que cada etapa do trabalho foi feita com conhecimento e empenho por um fotógrafo profissional, um artista que se dedica à qualidade e tem orgulho do que faz!

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Você já foi a Paris?

É impressionante como não tenho tempo para organizar, sequer imprimir, minhas próprias fotos. São tantas que vão se acumulando que eu nem sei por onde começar, e por isso não começo. Na época do filme, era fácil: fotografava, revelava, chegava em casa com um envelope cheio de fotos e colocava tudo em álbuns. Agora, além de fazer muito mais fotos, o fato de poder vê-las quase que instantaneamente no computador faz com eu que vá protelando a impressão, e os discos rígidos vão ficando cheios, a estante de dvds, lotada e o drive-externo que quando eu comprei parecia tão imenso já está ficando pequeno.
Há umas duas semanas, comprei um porta-retrato branco para a minha mesa. Fui à Etna para comprar uma manta para usar em uma sessão com um recém-nascido, vi o porta-retrato, não resisti e comprei. Cheguei em casa, tirei da sacola e coloquei direto na minha mesa, com planos de escolher logo uma foto para colocar nele. Quem disse que tive tempo? Os dias foram passando e o porta-retrato continuava ostentando a mesma foto que veio da loja – aqui preciso fazer uma pausa para dizer que a foto que veio é excelente: uma linda família jovem e feliz, numa praia maravilhosa, um mar azul daqueles que fazem a gente sonhar com férias e um sol brilhante que me faz pensar no cheirinho gostoso do protetor solar… Confesso que gosto de olhar pra essa foto, e isso somado a falta de tempo de explorar meus arquivos para escolher e imprimir uma foto recente, me fez deixá-la no porta-retrato. A minha filha sempre protesta, “mãe, isso é ridículo!” Aliás, é ela que também pega no pé da avó pelo mesmo motivo. Minha mãe tem em sua casa, há tempos, uma caixa de fotos cuja tampa funciona como um porta-retrato para múltiplas fotos. As que estão exibidas são exatamente as que vieram da loja, cenas nas ruas de Paris, e a neta sempre implica, fazendo graça: “Bonito, né, vó! Você nunca nem foi a Paris!” E minha mãe responde rindo: “Que que tem? Eu gosto das fotos, um dia eu vou!” E os parisienses e a Torre Eiffel continuam enfeitando a caixa, desafiando a lógica e incorporando o sonho. Por que não?
Estava pensando nisso agora há pouco enquanto trabalhava no computador. Aí meu sobrinho de oito anos entrou no quarto, parou perto da minha mesa e perguntou, curioso: “Quem são esses aí?” Rindo, respondi: “não conheço, nem faço idéia, veio da loja assim.” Ele me olhou como se eu fosse doida, será que a tia fotógrafa não sabe para que servem os porta-retratos? Enquanto ele se afastava intrigado, eu pensei que era essa a gota d’água, e que era hora de tomar vergonha e trocar a foto. Retrubuí o sorriso da simpática família sorridente pela última vez, abri o porta-retrato e tirei a foto deles, substituindo por uma nossa. Agora sim!
Uma última confissão: quando preparo a entrega de fotos para meus clientes fico morrendo de inveja. Quando vejo aquela caixa cheia de fotos impressas em diferentes tamanhos, tenho vontade de ficar com tudo para mim! rs É uma delícia ver a reação dos clientes quando recebem a caixa, o brilho em seus olhos lembra uma criança em manhã de natal! Realmente o prazer de ter as fotos nas mãos, olhar, mostrar, colocar num álbum, fazer um quadro, não se compara ao folder cheio de fotos no computador!
E como não podem faltar fotos em um blog de fotógrafo, a seguir a foto da minha mesa com o tal retrato da “família que eu nem conheço” e uma foto de uma entrega já preparada para uma cliente. Aposto que, como eu, vocês vão ficar com vontade de ter uma igual! É fácil: entre em contato, saiba como funciona meu trabalho e marque uma sessão: você verá como é gostoso estar cercado de fotos especiais!

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